sexta-feira, janeiro 19, 2018

A minha agenda é única

Com a preparação do novo ano quase todos procuram o objecto que os irá acompanhar diariamente, a agenda. Actualmente há-as para todos os gostos; pequenas, médias ou grandes, com mais ou menos bonequinhos, espaço para escrever ou listas seja do que for.
A minha agenda é só minha e personalizada. Um caderno novo que vai sendo preenchido a meu gosto e onde entra tudo o que me vai surgindo.
Depois de vários anos a construir a minha própria agenda, porque apesar de ter feito várias tentativas, nenhuma das já programadas me agrada completamente, tenho seguido o conceito de adaptar a agenda ao que mais me interessa e que entretanto descobri chamar-se de "Bullet Journal". 
O Bullet Journal é definido por um sistema analógico de organização tipo diário por tópicos. Parece haver umas sugestões de como organizar um bullet journal, havendo até um sistema de símbolos e podem encontrar-se várias imagens nas redes sociais, algumas bem bonitas, de cadernos seguindo este conceito. 

A minha agenda não segue especialmente nenhum conceito, só o que fui criando ao longo dos últimos, talvez, 10-12 anos. Todos os anos faço ajustes de acordo com a experiência, retirando ou acrescentando pontos de organização e de interesse.
Escolho um caderno que me agrade e faço um planeamento básico. Para mim é importante ter uma visão anual, folha de contactos básicos e (nesta fase) notas importantes relacionadas com a saúde dos pais. Depois a agenda vai sendo construída, no meu caso com uma folha de visão mensal e vários desenhos e quadros de chamadas de atenção ou de resumos. 

Este ano tive de abdicar do caderno de desenho com argolas tamanho A6 que usei vários anos e me agradava especialmente da Winson & Newton porque não encontrei à venda (será que saiu do mercado???). Depois do desespero do momento acabei por comprar um caderno lindo, de capa dura com elástico, tamanho A5 (+) da Talens.
Não gosto de cadernos quadriculados nem pautados para a minha agenda e tenho optado por folhas lisas mas um dia ainda irei experimentar o tipo pontilhado, que me parece ser interessante para o que me interessa. Não sei se interfere nos desenhos que vou fazendo mas de certeza  que facilita a realização de quadros e organização da folha. Fica para outra altura. Por agora a minha agenda é a que vos mostro, vermelha e ainda com quase todas as folhas por preencher... e eu adoro cadernos novos.
Na imagem estão as duas agendas a do ano passado e a deste ano.
Ana Cristina

sexta-feira, janeiro 12, 2018

Novo ano, as mesmas vidas, as mesmas resoluções

Porque é o início de um novo ano fazem-se, outra vez, balanços e projectos. 

E o ano de 2017 foi em vários aspectos, muito diferente. Difícil porque a doença rondou as nossas vidas. A doença da A, uma amiga muito querida, que teve mais um round na luta que é a da vida dela. A doença da mãe, que agravou francamente estando a perder-se progressivamente, física e (quem sabe) mentalmente. Tem sido muito duro para nós, filhas, mas para o nosso pai é um abalo sísmico na sua estrutura, que também ela se encontra cada vez mais frágil. Para ela, até dói imaginar o que será sobreviver impedida de viver, quanto mais assistir impotente ao progresso da doença de uma pessoa de amamos.
Mas foi um ano que também nos trouxe a alegria de ver as crianças crescer, e mais uma vez constactar que é verdade, as crianças fazem mesmo o nosso mundo ficar mais colorido e não nos deixam entrar na fase de auto-comiseração. 
Da minha parte, recordo o ano passado com uma mistura de sensações. Durante alguns meses consegui explorar um pouco o desenho e experimentar um bocadinho os lápis aquareláveis mas as tristezas que rodearam e correrias do dia-a-dia impediram-me de o fazer tanto como gostaria. Também foi um ano de lutas profissionais, algumas delas terão reflexos este ano, com muito tempo de atraso a bem dizer. Em resumo, 2017 foi mesmo um ano marcante e adivinha-se que este também o será, familiar e pessoalmente...

Importa também relembrar a nossa colaboração como profissionais no blog "O Pai, a Mãe e Eu", um espaço na blogosfera muito dinâmico que vai fazer agora um ano, e  que pretende ajudar numa parentalidade saudável. Foi com orgulho que aceitámos o desafio de colaborar com as suas autoras e vamos, de certeza continuar com esta parceria.

Este blog reflectiu em parte essas mudanças nas nossas vidas, com mais posts no início do ano acerca das nossas pequenas criações e momentos das nossas vidas e um fim do ano muito mais ausente deste espaço. Apesar destas fases mais ou menos atribuladas neste blog continua a valer a pena manter este espaço que é o nosso, das manas RANHA, por vezes Oficinas.
E por falar em Oficinas RANHA... temos de mostrar aqui as nossas criações que seguiram em forma de presentes de Natal no mês passado...

E já agora, acho que ainda não vos desejei Bom Ano Novo.

Ana Cristina

quarta-feira, janeiro 10, 2018

Touros e espermatozóides

Portanto, fomos há uns dias ver o "Ferdinando" e tivemos uma conversa sobre as touradas e os touros.

Por sua vez, hoje, a propósito de qualquer coisa que passava na televisão, tive de explicar-lhe o que eram "bebés proveta", com exemplo.

E, sendo assim, qual o resultado da junção destas duas conversas na cabeça do meu filho de 08 anos?
"Os espermatozóides são como os touros. Nascem para morrer.»
Rita

quinta-feira, novembro 30, 2017

Temos mesmo pena...


... porque é lógico que ninguém durará para sempre... mas...

Os Xutos são a banda portuguesa preferida do meu rapazote do meio e terei por aí umas quantas gravações dele e da Alice a cantar "O homem do leme", que era a música que vinha sempre à baila... Além de que não tenho qualquer dúvida que qualquer dia a Joana acrescerá ao grupo de fãs cá de casa... 

Para além de nos darem umas rockalhadas fixes, os Xutos sempre me recordaram os casais que estão juntos há anos e que, com todos os problemas, se vão aguentando... e bem... Mais uma razão para se estar de parabéns...

Temos mesmo pena que não tornemos a ver os Xutos por inteiro e o Zé Pedro, com a sua expressão simpática característica... Mas lá está... como disse alguém um dia e uma amiga mo recordou hoje... «vive-se rápido, morre-se jovem»... 

Adeus, moço, até sempre.

Rita


quinta-feira, novembro 23, 2017

Quem diria ...

... que quase aos cinquenta anos, me juntei à minha mãe e fomos fazer as unhas... 
Ela costumava arranjar as dela e lembro-me de achar que tinha umas mãos sempre bonitas. As minhas são parecidas com as dos pai e nunca tinham contactado com alicates de tirar peles ou várias camadas de verniz. Mas foi por causa das mais dela que, há uns meses, comprei vernizes e pintei as unhas dela o melhor que consegui. A sobrinha também teve a sua influência e convenceu-me a experimentar pintar as minhas de verniz transparente. E até gostei.
Hoje foi dia de fazer novas experiências.
Qualquer dia levam uma cor escura...
Ana Cristina

sexta-feira, novembro 17, 2017

Dia Mundial da Prematuridade

Quem nos segue sabe que eu sou enfermeira, enfermeira num serviço de neonatologia. E quando se pensa em neonatologia tem-se imediatamente a ideia de bebés pequeninos, prematuros mas quase ninguém sabe, que neonatologia não é sinónimo de prematuridade. Neonatologia é o campo clínico que define o princípio da vida extra-útero, mais propriamente os primeiros 28 dias de vida de um recém-nascido. Não deixa de ser verdade que os prematuros são os principais clientes dos cuidados neonatais pela sua necessidade indiscutível de cuidados. E hoje, por ser o Dia Mundial da Prematuridade lembro os "meus" bebés pequeninos, agarrados à vida, lutadores desde o princípio, resilientes muitas vezes a vida inteira.

Eu, Ana Cristina, juntei-me à equipa do " O Pai, a  Mãe e Eu", o blogue de umas colegas e amigas com quem já colaborámos noutra rubrica, para montar um pequeno filme, que podem ver no facebook. Uma pequena homenagem a todos os bebés prematuros e sua famílias, que diariamente nos mostram como para alguns a vida começa de forma dura.
Ana Cristina